Idas & Vindas

Idas e Vindas - T'Amo

IDAS E VINDAS

É mais fácil assim, a gente fingir que não se conhece que nada nunca de importante aconteceu entre nós. Passar pelas esquinas como se não tivéssemos trocado nela beijos e abraços esperando os carros pararem para enfim atravessarmos a rua.
É mais fácil fazer de conta que nada existe, que a gente não está triste e entulhar o coração com outras ideias e coisas que não fazem o mínimo sentido, mas que pelo menos nos fazem pensar menos um no outro.
Difícil é tentar resolver as coisas ou tentar, respeitando o tempo e direito e liberdade do outro ser e ter quem é de si mesmo. Pois a gente quer do outro o que nos baste, nos supra, nos alimente, nos complete. A gente faz do outro o nosso outro eu e quando não nos identificamos é melhor fugir, sair de cena, rasgar os originais e rascunhos de qualquer história, apagar qualquer vestígio de que havia algo que poderia valer a pena esperar e ver o tempo florescer.
Feijões mágicos só existem mesmo na terra do João. Em todos os outros lugares o amor tem de ser plantado e regado, cultivado com cuidados quais não se determinam em manuais – cada coração tem sua combinação pessoal, sua vida, seu jeito de ser, sua história, seu tempo de cultivo, suas próprias benesses e ervas daninhas, pragas que precisam ser exterminadas. Nada que seja feito pra durar se faz às pressas. Todo amor que houve na vida não cabe em meras 24 horas.

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